#CAuto 61: "se é Toyota ou Honda, pode custar o quanto for, sempre vai ter mercado..."


As marcas japonesas chegaram ao nosso mercado no início dos anos 90, quando o então presidente Fernando Collor, abriu o mercado para os importados. Modelos como Toyota Corolla e Honda Civic vieram entre 1992 e 1993 em pequenos lotes, mas no final da mesma década confirmaram que queriam ficar no nosso mercado com suas respectivas fábricas no interior de São Paulo. Desde então, a popularidade desses automóveis de "inquebráveis" persuadiu a cabeça de muitos consumidores que até então tinham olhos apenas para Chevrolet Vectra e Volkswagen Santana. E, podemos dizer que, os modelos japoneses acabaram matando esses dois modelos de Chevrolet e Volkswagen com o passar do tempo, seja por obsolecência ou por atenção do público desse segmento a esses dois modelos. Mas de uns anos para cá os modelos japoneses ficaram muito caros em relação a concorrência do mesmo nível de itens de série ou mecânica. O exemplo de hoje vai especialmente para a Toyota e Honda, que lançaram no último mês o face-lift do Corolla e do RAV4 (Toyota) e o WR-V (Honda). Enquanto os Toyota chegaram com mais itens de série e de segurança (o que é louvável, já que mudanças leves geralmente não trazem muitas novidades), mas em si não haveria justificativa de aumentar os preços como aumentou, segundo alguns internautas nos relataram em comentários. Chegamos a um ponto que as marcas japonesas estão cobrando mais pelos seus modelos sabendo que seu público é fiel, seja Toyota ou Honda. O absurdo foi no último dia 31, no lançamento do RAV4 reestilizado. Um utilitário esportivos que possui motor 2.0 16v a gasolina de 145cv e torque de apenas 19,1kgfm e tração 4x2 custar R$159.290 [...?!?!?!?!], enquanto tem concorrentes que vem com motor Turbo e até mesmo Turbo Diesel, mais modernos e com mais itens de série e conforto, custando bem menos. Quem abriria mão de comprar um Jeep Compass Trailhawk Turbo Diesel 4x4 ou um Hyundai New Tucson GLS com motor 1.6 Turbo com injeção direta por R$10.000, R$5.000 a menos que o cobrado pela Toyota? Sempre há público. Assim como teve (um grande) público para um Corolla de R$110.900 que não tinha ESP e TCS, enquanto a concorrência que o possuía, comia o "resto" do mercado do nipônico. O moderno Chevrolet Cruze 1.4 Turbo vendia 1/3 do Toyota ou menos que isso. Por sua vez, a Honda lançou o WR-V no Brasil como se fosse um modelo inovador e inédito (abordamos isso semana passada), com um preço surreal quando comparado até mesmo com compactos como o já caro Volkswagen CrossFox e Hyundai HB20X, ao partir de R$79.400, R$500 a menos que a versão de entrada do HR-V, dentro da própria Honda, com mais espaço interno e motor 1.8. São coisas inexplicáveis de mercado. Assim como sem dúvida, terá um público do RAV4, como tem com público para o Honda CR-V, que não difere muito do modelo da Toyota e é vendido por R$148.000.
OBS: antes da "chuva" de comentários, esse pequeno trecho, não culpabilizamos as montadoras, mas sim o consumidor que aceita pagar o preço cobrado, que acredita que o "status" (sim, há quem acredite) e a boa confiabilidade (e isso não vamos negar, Toyota e Honda são boas nesse ponto, mas a questão é se vale tudo isso...) valem o preço R$10.000, R$15.000, R$25.000 acima da concorrência. Cabe reflexão...


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