segunda-feira, fevereiro 20, 2017

Com venda da Opel/Vauxhall, GM e FCA podem enfim se unir em um grande grupo mundial


A especulação faz surgir uma série de boatos. Mas se tem fumaça, tem fogo, não é mesmo? Desde que surgiu a negociação da PSA comprar as marcas Opel e Vauxhall da General Motors, cresceu a hipótese que até mesmo o presidente dos EUA, Donald Trump, queria. A unia de General Motors com a Fiat-Chrysler. Ao vender a Opel/Vauxhall, a GM deixará de atuar na Europa definitivamente. E, com a forte presença da FCA no velho continente, as chances dos grupos se unirem cresceu nos últimos dias. Análises de agências internacionais apontam que a venda favorece o grande sonho de fusão de Marchionne, mas há que aposte justamente no contrário. O jornal The New York Times, por exemplo, avalia que a empreitada representa uma verdadeira “pá de cal” sobre as tentativas de aproximação do italiano com os norte-americanos. Ainda segundo a publicação, a negociação faria com que a PSA se tornasse o terceiro maior grupo da Europa, atrás apenas da Volkswagen e Renault-Nissan. Juntos, os três responderiam por 54% das vendas, enquanto a FCA ficaria com apenas 6,6% de mercado. Não obstante, a FCA tem uma pegada de carbono bastante elevada e corre o risco de não atingir metas anti-poluição até 2021. A dívida industrial de US$ 4,87 bilhões também é alta e figura como mais um entrave que poderia atrapalhar o namoro com a GM. Já outros acham que a venda da Opel/Vauxhall é a peça que faltava para a GM negociar com a FCA e salvar o grupo ítalo-americano. Sem a Opel, mas com o dinheiro da venda em caixa, a GM poderia encontrar na FCA a resposta certa para preencher a lacuna aberta. Especialistas de mercado já preveem que as plataformas das picapes Chevrolet poderia facilmente ser usadas por modelos da Dodge e da RAM, e a arquitetura dos Jeep serviria para a GMC produzir futuros lançamentos. A Fiat ainda poderia se negociar como base para atuação na Europa, enquanto a Alfa Romeo e Cadillac ficariam mais próximas. Caso essa união viesse, as duas marcas teriam 31% das vendas nos EUA e 36% no Brasil. Essa novela deve ter um capítulo importante apenas em Maio, quando finalmente saberemos em que mãos a Opel/Vauxhall estará.


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