No Brasil, 2016 deixa uma queda de 19,8% no acumulado do ano em relação a 2015 e volta ao patamar de 2006


O ano de 2016 acabou faz pouco tempo, mas as marcas que esse deixou na indústria foram profundas. Com queda de 19,8% em relação a 2015, o Brasil voltou ao mesmo patamar de 2006, ou seja, há 11 safras atrás. Se o ano de 2015 com suas 2.476.823 unidades não tinha sido bom, o ano de 2016 com suas 1.986.389 unidades mostrou que quem tinha mais a oferecer conseguiu sair no lucro ou não perdeu tanto mercado assim. Além da liderança da Chevrolet depois de 14 longos anos de Fiat no "poder" e o fim da hegemonia das quatro grandes com Hyundai e Toyota desbancando a Ford mostram que um mercado um crise ninguém está seguro. Para Alarico Assumpção Jr., presidente da entidade, 2016 foi “o pior da história da distribuição de veículos no Brasil nos últimos 11 anos”. Fatores como queda acentuada do PIB, desemprego e incertezas no cenário político contribuíram para o mau resultado do mercado. Para 2017, no entanto, a Fenabrave prevê um pequeno crescimento de 2,4% nas vendas de automóveis e comerciais leves. Quarto ano em queda, o Brasil atingiu o mesmo patamar de 2006 com suas 1.927.738 unidades, enquanto 2015 estava no mesmo patamar de 2007, mostrando que na época o Brasil dava largos passos de crescimento, situação oposta ao dos dias atuais, com forte desaceleração do mercado. Entre os principais motivos dessa queda estão a crise econômica e à baixa aprovação de compras a crédito. "A alta taxa de desemprego faz o consumidor adiar a compra. De cada 10 fichas para financiamento que recebemos, apenas 3 são aprovadas", afirmou Alarico Assumpção Junior, presidente da federação. A sequência de quedas nas vendas de veículos zero quilômetro começou em 2013, quando foi interrompida uma série de recordes iniciada em 2007. Desde então, sem conseguir escoar os estoques, as montadoras lançaram mão de diversos mecanismos para frear a produção.


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